Terça-feira, 23 de Junho de 2009

orides foi tela

orides, volta
pula do minhocão e se faz entender
orides, morta
é só mais um cadáver que fede sem cheirar
vem, orides:
surta esquizofrenicamente na pósmodernidade
e espalha a tua sandice toda,
em forma de luz

nissin lámen

se o ritmo das coisas fosse
um mi (lhojo) mais rápido

sucumbiria

baratinha do ralo abertinho

pelo ralinho do banheiro
lá se vem a baratinha

sorrateira e babacona
o ralo não tem fechinho

eu sou pobre - pobre, pobre
classe média - édia, rédia

eu sou pobre; cobre o cobre
mas acesso a wikipédia

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

um azul e pobre leito caído doce sobre a vida turva, deduz se disso o não ser que é o que poderia eu remotamente morrer a respeito

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

da não motivação em ser demagoga, nascem letras
mas, agora - o quê vem depois?
será uma mera e indecisa aurora
ou um estático pau de dois?
a única certeza é a inerência da constância
e haja visto, evaristo

Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

seu cotrim

Fantasticamente obsoleto, o meu amor é um quadro preto
Onde se escrevem sentimentos a giz
De um pó neurastênico, é que tiro meu oxigênio
Permeado por escrotos bombris
E na cadência melancólica - de mais uma aurora
Não te deixo respirar, estás a mil
Mas é no refrão do paquiderme, que sou nada além de mais um verme
Corroendo teu peito, de anil

socorro

maquiavélicos, insones e eclesiásticos
nós compomos sueltos fantásticos
recheados de insubordinação e ironia
travessos versos inoportunos
surgem nas linhas como gatunos
de um samba cego cheirando amor imperfeito
e na inconstância desse signo-traço
caio desabo me perco me acho
num sentimento não mais que irreal:
- é que me acho num copo devasso
feito de neve, granito e almaço
quando me vejo no espelho do sim

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

porque os coliformes fetais estão hermeticamente fechados num pote de açúcar

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

pesa [sobre meus atos] o-fardo-da-ironia-inconseqüente
existe o limite invisível dos sentidos alheios - e é necessário repeitá-lo
mas nada [a não ser a essência-própria] vai me prender a esse mundo